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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Eurypygiformes
Família: Eurypygidae
 Selby, 1840
Espécie: E. helias

Nome Científico

Eurypyga helias
(Pallas, 1781)

Nome em Inglês

Sunbittern


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Pavãozinho-do-pará

O Pavãozinho-do-pará é um Gruiforme da família Eurypygidae.

Seu nome científico significa: do (grego) eurus = amplo; e pugë = garupa, anca; e do (grego) hëlias, hëlios = do sol, solar. ⇒ Ave do sol com cauda ampla.

Conhecido também como Pavão, pavão da várzea e Pavão-papa-moscas.

Características

Mede cerca de 48 cm de comprimento. Possui um pescoço longo e fino, com uma longa cauda e bico longo, pontudo. A cabeça é escura com duas listras brancas, acima e abaixo do olho. O restante da plumagem é barrada de preto, marrom e branco, com exceção do peito que é de cor castanha impressionante, preto, apresenta padrões dourados visíveis quando as asas e cauda são abertas.

Subespécies

Possui três subespécies:

Alimentação

Alimenta-se de insetos, rãs, peixinhos, caranguejos e outras pequenas presas, que obtém à beira d'água ou revirando o chão da floresta. Caça com olhos fixos na presa, avançando com cautela e fazendo com a cabeça movimentos em ziguezague para, de repente, apanhá-la com o bico.

Reprodução

Faz ninho em forma de tigela rasa, na ramagem acima ou próxima da água, utilizando folhas, raízes, musgos e lama. Põe 1 ou 2 ovos grandes, amarelados, com pintas castanhas e cinzentas. Macho e fêmea chocam os ovos durante 26 a 27 dias, cada um alternando durante dois dias, sem intervalo. Os filhotes já nascem emplumados e ficam cerca de 23 dias sem sair do ninho. Para proteger seu ninho, finge-se de ferida ou, então, mostrando toda a beleza de sua plumagem, abre as asas com imponência e emite um som parecido com o de uma cobra.

Hábitos

Habita beiras de rios e igarapés no interior da floresta densa e emaranhados de vegetação à beira d'água. Vive solitário ou aos pares, andando lentamente pelas margens de igarapés ou locais de solo úmido, porém raramente entra na água. Costuma cantar no início da manhã ou no final da tarde. Seu voo é baixo e silencioso, como o de uma ave noturna.

Distribuição Geográfica

Encontrada desde a América do Norte (México), presente em grande parte da Amazônia brasileira (também Equador e Peru), estendendo-se em direção sul até Goiás e o Mato Grosso do Sul (inclusive na porção adjacente da Bolívia) e, no Nordeste, até o Piauí. Menções recorrentes para a Argentina e Uruguai são errôneas.

Referências

Galeria de Fotos